Dormi numa gruta
Um ninho no meio do penhasco
E senti,senti o aconchego
Cheirei a humidade
Toquei nas suas paredes frias
E toda a gruta me aninhou
Me aceitou
Senti uma segurança primitiva
A sensação de um refúgio
Em que nada do exterior
Me pode importunar.
Dormi numa gruta
Pequeno nicho de uma montanha
Longe do peso sufocante da civilização
E acordei, acordei sobre o mar
Com aves a cantar, com o sol a bailar
E por breves instantes RENASCI...
PENSAMENTOS E DETALHES
Observem,sintam e vivam - Os textos contidos neste blog estão protegidos por direitos de autor.
domingo, 25 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Em lágrimas frias
Se dissolve o meu peito,
Gelado o meu grito ,
Ecoa entre estalactites.
Cada passo é doloroso
Sobre chão espinhoso
Sobre carvão em cruel incandescência.
E suspiro ...
Suspiro em suspensão nervosa
Com os tendões comprimidos
Até à máxima tensão
Impossível cúmulo de dor.
Enrosco-me em busca do meu calor
Corpo frio, escorrendo gotas geladas
Corpo morto em putrefacção com tanta dor.
Recuso-me a quebrar perante o gelo,
Recuso-me a rasgar e queimar os meus pés cansados.
Suspiro em busca da elevação....
elevação da alma
Onde o sonho esvoace
Até um mundo em profunda união.
domingo, 4 de novembro de 2012
Recusa
Em lágrimas frias
Se dissolve o meu peito,
Gelado o meu grito ,
Ecoa entre estalactites.
Cada passo é doloroso
Sobre chão espinhoso
Sobre carvão em cruel incandescência.
E suspiro ...
Suspiro em suspensão nervosa
Com os tendões comprimidos
Até à máxima tensão
Impossível cúmulo de dor.
Enrosco-me em busca do meu calor
Corpo frio, escorrendo gotas geladas
Corpo morto em putrefacção com tanta dor.
Recuso-me a quebrar perante o gelo,
Recuso-me a rasgar e queimar os meus pés cansados.
Suspiro em busca da elevação....
elevação da alma
Onde o sonho esvoace
Até um mundo em profunda união.
Se dissolve o meu peito,
Gelado o meu grito ,
Ecoa entre estalactites.
Cada passo é doloroso
Sobre chão espinhoso
Sobre carvão em cruel incandescência.
E suspiro ...
Suspiro em suspensão nervosa
Com os tendões comprimidos
Até à máxima tensão
Impossível cúmulo de dor.
Enrosco-me em busca do meu calor
Corpo frio, escorrendo gotas geladas
Corpo morto em putrefacção com tanta dor.
Recuso-me a quebrar perante o gelo,
Recuso-me a rasgar e queimar os meus pés cansados.
Suspiro em busca da elevação....
elevação da alma
Onde o sonho esvoace
Até um mundo em profunda união.
Viagem
Um olhar debruçado
Na sombra inequívoca da tristeza
Onde se prendem sombras disformes
De tempos perdidos onde o olhar deixou de ver.
Viajo por rumos ocultos, florestas impenetráveis
Sentindo somente a humidade fria...
Alimento dos mais estéreis fungos
Sem necessidade de luz, sem necessidade de espaço
Simples....
Simples parasitas de árvores imensas que rasgam os céus!
Viajo por caminhos ininterruptos que vislumbram
A sombria tristeza de a nada levar.
Por vezes caminhos secos e áridos somente capazes oferecer pó...
Inodoro, pesado que seca os cantos da boca
E escurece a pele insensível.
Sinto no corpo um cansaço atroz
Que me faz vergar, quebrar à mínima brisa.
Um desejo insaciável de descanso
De sombra e paz.
Debruço sobre o abismo
Um olhar vazio, vazio de esperança,
Um olhar derramado no sangue das recordações.
E nesse debruço, debruço o meu corpo e extingo o olhar.
Um quebrar de pestanas que me deixa sem visão
E que me permite descansar.
Na sombra inequívoca da tristeza
Onde se prendem sombras disformes
De tempos perdidos onde o olhar deixou de ver.
Viajo por rumos ocultos, florestas impenetráveis
Sentindo somente a humidade fria...
Alimento dos mais estéreis fungos
Sem necessidade de luz, sem necessidade de espaço
Simples....
Simples parasitas de árvores imensas que rasgam os céus!
Viajo por caminhos ininterruptos que vislumbram
A sombria tristeza de a nada levar.
Por vezes caminhos secos e áridos somente capazes oferecer pó...
Inodoro, pesado que seca os cantos da boca
E escurece a pele insensível.
Sinto no corpo um cansaço atroz
Que me faz vergar, quebrar à mínima brisa.
Um desejo insaciável de descanso
De sombra e paz.
Debruço sobre o abismo
Um olhar vazio, vazio de esperança,
Um olhar derramado no sangue das recordações.
E nesse debruço, debruço o meu corpo e extingo o olhar.
Um quebrar de pestanas que me deixa sem visão
E que me permite descansar.
domingo, 28 de outubro de 2012
Estorninho
E de repente vindo do nada,
Como um bando de estorninhos negros
Que voam fechados em uníssono
E que chilram anunciando a sua passagem,
Chega-me esta tristeza,
Esta vontade de me fechar em concha
De me recolher em forma de não ser
E esperar que esse bando negro
Que me invade passe, passe rapidamente
Da mesma forma como chegou.
E enquanto o bando negro invade a minha alma
Choro, choro lágrimas infinitas e secas
E aguardo, apenas aguardo
Num silêncio absoluto que esse bando negro
Voe para outro lugar...
http://m.youtube.com/#/watch?v=Edo3V7VKqWk&desktop_uri=%2Fwatch%3Fv%3DEdo3V7VKqWk&gl=PT
http://m.youtube.com/#/watch?v=Edo3V7VKqWk&desktop_uri=%2Fwatch%3Fv%3DEdo3V7VKqWk&gl=PT
sábado, 27 de outubro de 2012
Cisne
Todos conhecemos a história da cegonha, mas poucos são os que conhecem a história do cisne.
O cisne, tal como as fadas, tinha o dom de passar qualidades, e o seu dom era o da amizade e lealdade.
E assim o fez durante anos, até que um dia, perdeu-se numa tempestade e embateu numa rocha ficando inconsciente. Ao acordar não sabia quem era, nem tão pouco a sua função no mundo. Mas era uma função importante, pois a amizade é um estado de viver e sentir sem egoísmo, sem individualismo, é uma necessidade de partilhar com outrem a beleza ou a fealdade do mundo, é o abraço que nos aconchega.
Como o belo cisne ficou amnésico, não se lembrava que tinha partilhar esse sentimento pelo mundo, e as pessoas começaram a ficar frias e solitárias, isoladas em si próprias, incapazes de partilhar um sorriso ou uma palavra de amizade. Viviam fechadas em si mesmas, incapazes de ajudar outro ser, e com medo de tudo e de todos, desconfiadas da própria vida. O pobre cisne, observava em volta e sentia o desconforto de um mundo sem um pingo de amizade e compaixão... Mas não se lembrava que o seu dom era distribuir a capacidade da amizade aos seres, e também ele viva infeliz. A cegonha encontrou-o num canto e tentou relembrar a sua função, pois sem amizade, nao há amor, e não havendo amor o mundo pára de se unir e não há crianças para a cegonha entregar. Mas o pobre cisne não se lembrava de nada...
Até que um dia quando nadava no lago, na sua vida sem sentido, reparou que perto dele estavaoutro cisne. E do nada ele sentiu um arrepio, um rasgo de memória... Era belo aquele cisne e sem saber de onde, sentiu uma intensa vontade de lhe falar... E de repente lembrou-se da sua função neste mundo, tornar o mundo melhor. Fazer com que os seres se interajudem, se respeitem e se amem. E sem perder mais tempo o cisne voou, voou pelo mundo para nos relembrar o que é amizade. Mas o mundo esteve durante muito tempo frio e egoísta e compete-nos a nós, os que o cisne já conseguiu alcançar, ajudar a repor a verdadeira amizade no mundo, aquela que vem do fundo de nós, sem necessidade de gratificação. Está na hora de ajudar o cisne e a nós próprios. A amizade é um dos dons mais importantes que podemos ter, só assim seremos felizes.

O cisne, tal como as fadas, tinha o dom de passar qualidades, e o seu dom era o da amizade e lealdade.
E assim o fez durante anos, até que um dia, perdeu-se numa tempestade e embateu numa rocha ficando inconsciente. Ao acordar não sabia quem era, nem tão pouco a sua função no mundo. Mas era uma função importante, pois a amizade é um estado de viver e sentir sem egoísmo, sem individualismo, é uma necessidade de partilhar com outrem a beleza ou a fealdade do mundo, é o abraço que nos aconchega.
Como o belo cisne ficou amnésico, não se lembrava que tinha partilhar esse sentimento pelo mundo, e as pessoas começaram a ficar frias e solitárias, isoladas em si próprias, incapazes de partilhar um sorriso ou uma palavra de amizade. Viviam fechadas em si mesmas, incapazes de ajudar outro ser, e com medo de tudo e de todos, desconfiadas da própria vida. O pobre cisne, observava em volta e sentia o desconforto de um mundo sem um pingo de amizade e compaixão... Mas não se lembrava que o seu dom era distribuir a capacidade da amizade aos seres, e também ele viva infeliz. A cegonha encontrou-o num canto e tentou relembrar a sua função, pois sem amizade, nao há amor, e não havendo amor o mundo pára de se unir e não há crianças para a cegonha entregar. Mas o pobre cisne não se lembrava de nada...
Até que um dia quando nadava no lago, na sua vida sem sentido, reparou que perto dele estavaoutro cisne. E do nada ele sentiu um arrepio, um rasgo de memória... Era belo aquele cisne e sem saber de onde, sentiu uma intensa vontade de lhe falar... E de repente lembrou-se da sua função neste mundo, tornar o mundo melhor. Fazer com que os seres se interajudem, se respeitem e se amem. E sem perder mais tempo o cisne voou, voou pelo mundo para nos relembrar o que é amizade. Mas o mundo esteve durante muito tempo frio e egoísta e compete-nos a nós, os que o cisne já conseguiu alcançar, ajudar a repor a verdadeira amizade no mundo, aquela que vem do fundo de nós, sem necessidade de gratificação. Está na hora de ajudar o cisne e a nós próprios. A amizade é um dos dons mais importantes que podemos ter, só assim seremos felizes.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Miau
Sentada à janela,
Sinto a leve caricia do sol,
Tal como um toque suave de veludo.
E ronrono, enrolo-me
Nesse calor soalheiro
E inspiro num ápice
Esse pequeno vislumbre de luz.
Sinto-me felina, sinto ganas
De me apoderar desse feixe de energia,
E saltitar em volta desse ténue
Raio que se destaca na janela.
Pequenos e sóbrios momentos de satisfação.
O sol está lá , sempre esteve,
Eu é que era uma toupeira....

Sinto a leve caricia do sol,
Tal como um toque suave de veludo.
E ronrono, enrolo-me
Nesse calor soalheiro
E inspiro num ápice
Esse pequeno vislumbre de luz.
Sinto-me felina, sinto ganas
De me apoderar desse feixe de energia,
E saltitar em volta desse ténue
Raio que se destaca na janela.
Pequenos e sóbrios momentos de satisfação.
O sol está lá , sempre esteve,
Eu é que era uma toupeira....
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| Luiz Oliveira |
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