terça-feira, 6 de novembro de 2012


Em lágrimas frias
Se dissolve o meu peito,
Gelado o meu grito ,
Ecoa entre estalactites.

Cada passo é doloroso
Sobre chão espinhoso
Sobre carvão em cruel incandescência.

E suspiro ...
Suspiro em suspensão nervosa
Com os tendões comprimidos
Até à máxima tensão
Impossível cúmulo de dor.

Enrosco-me em busca do meu calor
Corpo frio, escorrendo gotas geladas
Corpo morto em putrefacção com tanta dor.

Recuso-me a quebrar perante o gelo,
Recuso-me a rasgar e queimar os meus pés cansados.
Suspiro em busca da elevação....
elevação da alma
Onde o sonho esvoace
Até um mundo em profunda união.

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