A tristeza aprisiona a alma,
Como se de uma pitão tratasse
Até ao último suspiro de vida.
Sufoca essa tristeza, neutraliza o ser,
Torna-se o foco de uma existência
Que não consegue respirar,
Apenas se deixa aniquilar
Perante os fortes grilhões da vida,
Que envolvem o pensamento
Numa profusão de descontentamento
De imagens onde o preto não é preto
O branco não e branco,
Simplesmente um mundo sem cor,
Ausente, ausente, ausente.
E asfixio na cobra rastejante da vida,
Sem vontade de me debater ou revoltar,
Apenas ir, ir, sem voltar...

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